Resenha - A Sala dos Répteis

Título: A Sala dos Répteis
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
Páginas: 208
Sinopse: Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso - para que depois ninguém reclame - faz questão de avisar: 'Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar...'. Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em 'Mau Começo' ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire - e aqui as coisas só pioram.



Resenha:


A Sala dos Répteis é o segundo livro da série Desventuras em Série. Nesse livro, continuamos a acompanhar a má sorte dos três órfãos Baudelaire: Violet, Klaus e Sunny.
No desfecho do primeiro livro, os órfãos Baudelaire aparentemente estão livres do malvado conde Olaf. Aparentemente.
No início desse livro, os três irmãos vão morar com tio Monty, que os trata muito bem e se mostra o completo oposto do conde Olaf. Atencioso, amável e carismático, o tio Monty recebe as crianças de braços abertos e fazem com que elas sintam-se à vontade em sua casa. Aparentemente, as coisas estão se resolvendo para Violet, Klaus e Sunny. Aparentemente.
Logo nas primeiras páginas, descobrimos que o tio Monty é herpetologista (especialista em répteis), e apaixonado por cobras, especificamente. Daí o nome do livro, “A Sala dos Répteis”, que é o local onde boa parte da ação do livro se desenrola.
Vivendo bem sob o teto do tio, e até mesmo habituando-se facilmente aos répteis, os órfãos mal podiam acreditar em sua sorte. Mas, é claro, como o Lemony faz questão de nos lembrar, essa não é uma história feliz. E a sorte dos órfãos Baudelaire muda tragicamente.

“É uma lástima, sem dúvida, que este momento de sossego e felicidade tenha sido o último que as crianças desfrutariam por um bom período dali para a frente, mas não há nada que se possa fazer agora para mudar a situação.”

Quando os órfãos achavam que tudo estava se encaminhando bem na sua vida, eis que o conde Olaf ressurge, ainda mais disposto a fazer de tudo para roubar a fortuna dos Baudelaire.
Agora, com o conde sempre por perto, as crianças estão cada vez mais acuadas, sem saber como falar ao tio Monty do perigo que todos correm. Mais uma vez, eles dependem da engenhosidade de Violet, da inteligência de Klaus e dos dentes afiados de Sunny para conseguirem se livrar do arqui-inimigo.
Esse livro envolve acontecimentos mais dolorosos, e um certo amadurecimento dos personagens. Eles já não se acanham tanto diante do conde, enfrentando-o abertamente, e ainda começam a entender que, por mais tristes que estejam com a morte dos pais, precisam encarar sua realidade.
Da volta do conde Olaf até a reviravolta final desse livro, temos diversas situações que mantém o leitor preso ao livro. Além disso, temos o retorno de alguns personagens importantes, como o Sr. Poe e um dos integrantes da trupe do mal de Olaf.
A escrita do Lemony Snicket continua afiada e fluida. A leitura é de uma facilidade incrível, e novamente temos a sensação de que o autor é um vizinho que veio nos visitar para contar uma história de uns conhecidos seus.
A Sala dos Repteis é uma continuação ainda mais frenética que o primeiro, e que deve ser devorada de uma vez!
 

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