Resenha - Serraria Baixo-Astral

Título: Serraria Baixo-Astral
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
Páginas: 184
Sinopse: Na opinião de Lemony Snicket, ´de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaire, Serraria baixo-astral talvez seja o mais triste até agora´. Alto-Astral é o nome da serraria que serve de cenário para as novas calamidades que Klaus, Violet e Sunny serão obrigados a viver. Eis a chamada ´ironia do destino´, pois ali, no meio daquelas árvores derrubadas, daquelas enormes toras de madeira, o que as três crianças vão encontrar é mais uma coleção de coisas horripilantes, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora, um dramático acidente que causará ferimentos e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça. A vida dos Baudelaire é mesmo muito diferente da vida da maioria das pessoas, ´a diferença principal estando no grau de infelicidade, horror e desespero´...
Diante desse quadro, algum leitor desavisado pode desconfiar: ´Como é que alguém vai se divertir com um livro desses, se as personagens não param de sofrer?!´. A pergunta faz sentido, mas é justamente aí que descobrimos um dos melhores segredos de Lemony Snicket, pseudônimo do americano Daniel Handler. Ele leva o exagero às raias do absurdo, faz o realismo perder feio para o mais deslavado faz-de-conta e o resultado não poderia ser outro: uma brincadeira literária incessantemente bem-humorada.



Resenha:

Descrito pelo próprio como uma das piores desventuras dos órfãos Baudelaire, Serraria Baixo-Astral é realmente difícil para nossos três queridos personagens. Dessa vez, Violet, Klaus e Sunny têm sua guarda concedida a um homem cujo nome é difícil de se pronunciar, por isso o chamam de Senhor. Ele é dono da serraria Alto Astral e é um personagem que pouco aparece e, quando o faz, não conseguimos ver seu rosto, já que está sempre coberto pela fumaça do cigarro que vive fumando.
Na serraria, os três Baudelaire passam por poucas e boas e, como já esperamos, a história não é nem um pouco feliz.

“(...) Isso pela simples razão de que a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire é muito diferente da vida da maioria das pessoas, principalmente no que diz respeito ao grau de infelicidade, horror e desespero. As três crianças não têm tempo para travessuras, porque as desgraças seguem os seus passos para onde quer que elas se desloquem. Desde que seus pais morreram num incêndio terrível, nunca mais souberam o que é se divertir a valer. E o único troféu que poderiam ganhar seria o Prêmio dos Desventuras, ou algo do gênero. É de uma injustiça atroz, não resta dúvida, de que os Baudelaire passem por tantos apertos, mas a histórias deles é assim, fazer o que?”

De fato, esse livro traz alguns sofrimentos a mais para os órfãos, pois o lugar não é convidativo e tampouco seu novo tutor. Senhor faz questão de que os órfãos trabalhem na serraria, pouco se importando se eles são apenas crianças. Para completar, os órfãos sabem que há uma casa próxima à serraria cujo formato parece muito com o famoso olho tatuado na perna do conde Olaf.
Nesse livro, o que mais incomoda tanto a nós, leitores, como aos órfãos Baudelaire é justamente o conde Olaf. Ele demora a aparecer e é claro que isso gera uma desconfiança enorme. Nós temos o capataz Flacutono como aquele que inferniza a vida dos Baudelaire na serraria, mas logo da pra perceber que ele não é o conde Olaf.
É então que Klaus, por ter quebrado seu óculos em um “acidente”, acaba tendo que ir ao oftalmologista, que fica justamente na casa com formato de olho. É aí que as coisas começam a se complicar para os órfãos, que terão que mais uma vez utilizar suas habilidades para escapar de mais uma armação do conde Olaf.
Violet, para mim, foi o grande destaque dessa história, ainda que Klaus e Sunny também tenha ajudado (e muito!).
Mais uma vez, o livro segue uma fórmula mais ou menos parecida com os anteriores, embora nesse o conde Olaf não tenha sido tão atuante. As crianças já sofrem tanto na serraria que nem é preciso depender do conde Olaf pra sofrer.
Mas é provável que o próximo livro, “Inferno no colégio interno”, siga uma fórmula diferente. Como o próprio nome já diz, se passará em um colégio interno e não exatamente com os Baudelaire indo para a casa de um novo tutor. Além disso, parece que novas crianças aparecerão na próxima história.
Lemony sabe nos deixar ansiosos pela próxima desventura dos Baudelaire!


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