Resenha - It Ends With Us

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Livro: It Ends With Us
Autora: Colleen Hoover
Páginas: 386
Sinopse: Lily nunca teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar duro para atingir os seus objetivos. Ela percorreu um longo caminho desde a pequena cidade no Maine, onde ela cresceu. Ela se formou na faculdade, mudou-se para Boston e começou seu próprio negócio. Então, quando ela sente uma faísca por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo na vida de Lily, de repente, parece quase bom demais para ser verdade. Ryle é assertivo, teimoso, talvez até um pouco arrogante. 





Ele também é sensível, brilhante e tem um fraco por Lily. E a maneira como ele fica com roupa cirúrgica não é nada mal. Lily não consegue tirá-lo da cabeça. Mas a aversão completa de Ryle a relacionamento é preocupante. Mesmo quando Lily se torna a exceção a sua regra de namoro, ela não consegue deixar de divagar sobre o motivo que fez Ryle ser como é. A medida que perguntas sobre o seu novo relacionamento invadem a sua mente, pensamentos acerca de Atlas Corrigan — seu primeiro amor e uma conexão com o passado que ela deixou para trás — também passam a dominá-la. Ele era sua alma gêmea, seu protetor. Quando Atlas de repente, reaparece, tudo o que Lily construiu com Ryle está ameaçado.



*Esse livro ainda não foi publicado oficialmente aqui no Brasil, de modo que o post será atualizado com o nome do livro em português e a editora (provavelmente a Galera Record) em breve.

Esse é o segundo livro que eu leio da CoHo (o primeiro foi O Lado Feio do Amor) e ele me causou um sentimento ruim que eu não sei nomear, uma espécie de aperto no coração e uma angústia sem tamanho. Sim, me arrancou umas lágrimas, mas não de felicidade, disso eu tenho certeza.
Não é um livro ruim, claro que não, mas é um livro sofrido. A história da Lily é daquele tipo que mexe com a gente, seja de uma forma positiva ou negativa, divide opiniões, causa sentimentos contraditórios, mas seja como for, coloca abaixo nossas defesas, não temos imunidade a essa história.
Do começo até meados do livro, tudo são mil maravilhas. Conhecemos Lily, sabemos de seu passado através de seus diários e acompanhamos seu presente, sua luta para ter seu próprio negócio e sua postura firme e decidida quanto à sua vida amorosa. Eu gostei da Lily, ela é uma protagonista cativante e com uma boa postura e NÃO TEM CULPA ALGUMA PELO QUE LHE ACONTECEU. Isso é muito importante.
Então Lily está com uma vida maravilhosa, num relacionamento maravilhoso com Ryle Kincard, o negócio indo às mil maravilhas quando tudo de repente desmorona, sua vida vira de cabeça pra baixo.
A questão aqui é que eu nem posso falar muito do tema principal do livro, porque não é algo que a autora deixa claro nas primeiras páginas, é algo que aparece e dá um solavanco na história, nos tira do eixo e despedaça nosso coração. Por mais que a gente queira acreditar que a situação vai melhorar para Lily, o coração dela e o nosso próprio já está em pedaços e eu, Lily e você já temos alguma ideia de onde isso pode acabar. Podemos culpar Lily por ter esperança de que as coisas melhorem? Podemos realmente julgar sua postura?
Para completar essa reviravolta na vida de Lily, Atlas Corrigan, seu primeiro amor, reaparece em sua vida e Lily volta a sentir a conexão de sua história juntos, as pontas soltas e um fechamento entre eles que nunca aconteceu.
Mas vale ressaltar que essa história não se trata de um triângulo amoroso, na verdade passa longe disso. A história trata de uma mulher que tem o poder de decidir seu próprio destino, que já vivenciou coisas horríveis dentro de seu próprio lar quando criança, que tem conhecimento de causa, mas que, mesmo assim, sabe o quão difícil é sair dessa situação. E, mais uma vez, vale lembrar: a culpa não é da Lily.
O que aconteceu a Ryle é uma explicação, uma forma de entendermos melhor o personagem, mas não é uma justificativa. Nada justifica isso. Eu realmente me compadeci de Ryle, realmente acredito que ele precisa de ajuda e chorei ao seu lado. Mas reafirmo: não é justificativa. Eu acho que faltou um pouco disso na história, um pouco mais de um discurso mais elaborado de defesa para Lily, mas enfim
Colleen Hoover nos entrega uma histórias com verdades nuas, onde não há mocinhos e vilões, mas pessoas com histórias que as moldaram e tentam conviver com isso. Ela nos entrega também alguns personagens secundários maravilhosos como Alyssa, que é um doce e uma amiga maravilhosa, Marshal, e a mãe de Lily.
Ainda por cima, essa mulher vai conseguir me fazer chorar horrores (mais do que eu já choro) quando eu assistir Procurando Nemo novamente.
Ah, e claro que eu não poderia esquecer isso, a CoHo escreveu uma nota final emocionante e que nos faz enxergar a história por um outro prisma, como um relato íntimo da própria autora e eu achei que foi extremamente corajoso da parte dela escrever sobre isso. Passei a admirá-la muito.

Spoilers a seguir

Minha única ressalva é quanto ao final. Não estou falando sobre a decisão da Lily de deixar o Ryle, na verdade eu gostei muito disso. Mas Lily passou por tanta coisa e mostrou uma força feminina admirável, porque eu imagino que não deve ser fácil passar pelo que ela passou, que no fundo eu queria mesmo que ela desse um tempo para si mesma e sua filha. Não me entendam mal, não é que eu queria que Lily ficasse sozinha pra sempre e não desse a oportunidade para um novo amor, mas eu fiquei com a sensação que a CoHo nos entregou uma história sobre mulheres que passaram por relacionamentos abusivos e que encontraram forças para sair dessa situação, mas no fim de tudo a impressão que me deu é que ela precisa de um cavalheiro na sua armadura brilhante montado em um cavalo branco, e isso me pareceu um pouco contrário ao que a autora construiu. Um clichê que eu não curti muito, a velha fórmula do final feliz composto por um casal perfeito. Fiquei incomodada, admito, mas isso não tira o brilho da história. Continua sendo um livro que eu amei e que me fez ter vontade de ler mais da autora.

2 comentários:

  1. Oi! Mai uma história da CoHo que quero ler. Já li quatro livros dela e não tenha um que eu não tenha gostado. Acredito que a forma como ela introduz o assunto no livro seja bem perspicaz e ao mesmo tempo arrasadora. Não sei como lerei o livro, só espero muito que o publiquem logo.
    Beijo!
    Leitora Encantada
    Participe do Sorteio de Natal, ainda dá tempo!

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    Respostas
    1. Olá,
      Eu li dois livros da autora e gostei dos dois também! Quero ler cada vez mais livros dela!
      Concordo com você, ela sempre introduz os assuntos de uma forma muito sutil, e quando percebemos aquilo já está nos engolindo. Quero que publiquem logo também, porque esse eu quero ter na estante.
      Beijo!

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