Resenha - O Hospital Hostil

Título: O Hospital Hostil
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
Páginas: 224
Sinopse: “Um período especialmente infeliz se anuncia nas vidas aflitivas de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire. Durante uma tenebrosa e exaustiva caminhada noturna, eles param diante do Armazém Geral Última Chance e decidem entrar para pedir ajuda.
Eles não podem recorrer aos pais (pois os perderam num incêndio), nem à polícia (que estava entre seus perseguidores noturnos), tampouco a conhecidos (pois os irmãos têm conhecidos demais, o que é quase o mesmo que não ter nenhum).
Depois da morte dos pais no incêndio, Violet, Klaus e Sunny se vêem sob os cuidados de inúmeros tutores, alguns deles cruéis, como o ganancioso e traiçoeiro Conde Olaf, o vilão que é o verdadeiro responsável por eles estarem ali, totalmente sozinhos no meio da noite, em frente ao Armazém. Violet, Klaus e Sunny resolvem passar um telegrama para o sr. Poe, um banqueiro que fora encarregado de cuidar dos órfãos. O sr. Poe nunca se mostrou especialmente eficaz, mas pelo menos ele não era cruel, não tinha sido assassinado nem era o Conde Olaf, e essas parecem ser razões suficientes para contatá-lo.
Além de se safar de terríveis enrascadas, os Baudelaire ainda terão de suportar a estada no sinistro Hospital Heimlich e provar que não são cruéis assassinos. Esse é apenas o começo de páginas e páginas de situações desesperadoras, que contêm detalhes opressivos como um desconfiado dono de armazém, uma cirurgia desnecessária, um sistema de intercomunicadores, uma anestesia e balões em forma de coração.”





O Hospital Hostil é um livro que começa perceptivelmente diferente dos anteriores da série. Ao final do último livro, os órfãos Baudelaire decidem viver por conta própria e aqui não temos a interferência do Sr Poe tentando enviá-los para mais um tutor. Agora agindo por conta própria, os órfãos logo descobrem que sua nova vida continua sendo imensamente desventurada.
Logo no início, eles descobrem que estão sendo considerados criminosos muito perigosos devido ao assassinato de Jacques Snicket. Tentando assar despercebidos, Violet, Klaus e Sunny entram para um grupo chamado Combatentes pela Saúde do Cidadão, voluntários do Hospital Heimlit.
Acham que a vida dos órfãos será tranquila por estarem em um hospital? Estão enganados!
Assim que chegam, até parece que tudo está bem. Os órfãos ficam amigos do simpático Hal, e fazem uma descoberta interessante e que lhes dá esperança a respeito de seus pais. As coisas pareciam estar indo bem, até o aparecimento de Esmé Squalor e consequentemente, a consciência de que o Conde Olaf se aproxima com mais um plano diabólico para conseguir roubar a fortuna dos Baudelaire.
Esse livro contém mais ação do que os outros, e percebemos como as situações exigem mais das três crianças. Com Violet fora da jogada por quase metade do livro, Klaus e Sunny precisam trabalhar muito não apenas para salvar sua querida irmã mais velha, como para se livrar novamente das garras do Conde Olaf e sua trupe Os dois são submetidos a uma situação de grande pressão psicológica, que nos deixa tensos durante boa parte do livro.
O final é surpreendente! Continua triste? Sim. Eles viveram felizes para sempre? Não.

Parece mais um típico dos livros dessa série, mas não é. O final cria um gancho surpreendente para te prender à próxima história, e percebemos as peças se juntando e a narrativa tomando uma proporção cada vez maior.

0 comentários:

Postar um comentário